A ÉTICA DA VIRTUDE

E aqui estou eu mais uma vez para aporrinhar geral com essas paradas de leitura e com mais um pedido de reflexão.

Alguém já se perguntou o motivo de tantas coisas boas acabarem ou pelo menos já parou para pensar nisso? É mais comum do que muitos imaginam. 80% dos novos empreendimentos acabam antes de completar o segundo ano. Muitas ideias inovadoras nem sempre dão certo da primeira vez, muitos bons projetos não vão adiante, não vingam. Mas por que? Normalmente a grande maioria não resiste por falta de um bom projeto, em falhas de gerenciamento/execução ou por erros em projeção de futuro.

Bem, essa é só uma introdução para adentrarmos no tema que pretendo abordar.

Acontece que em nada o mundo empresarial se difere do mundo pessoal ou da convivência em grupos, muito pelo contrário, é até mais complexo. E isso pode ser considerado como algo natural, normal. Muitas vezes as mudanças ou o fim das coisas podem ocorrer em nossa vida por inúmeros fatores. Para melhor ou para pior. Tudo depende da forma como aceitamos, entendemos, compreendemos e, principalmente, acerca das decisões que tomamos.

Vivemos e convivemos constantemente sob a esfera de expectativa e realização, desejos e dificuldades, sonhos e realidade, ou seja, teoria e prática.

Dentro deste emaranhado todos que estamos inseridos, precisamos aprender, entender e aplicar de acordo com o contexto.

Estabelecer uma distinção entre teoria e prática sempre foi um desafio em todas as esferas humanas, principalmente no aspecto de grupos. Na filosofia, saber distinguir ética de moral sempre foi um processo de discussão. Resumidamente pode-se entender que a Ética é teoria e a Moral é prática. Esta é a forma mais simples de diferenciar ambos. Termos tão distintos e ao mesmo tempo tão iguais.

Ser feliz no emaranhado de afazeres que rodeiam nosso universo globalizado é um fator primordial para que consigamos exercer nossa liberdade de escolhas, sem ferir as concepções éticas das outras pessoas. Por mais que estejamos sempre muito preocupados com o campo individual e egocêntrico da nossa existência, é urgente pensar que fazemos parte de um todo complexo. Precisa-se de indivíduos que cultivem a ética da virtude tão fomentada por Aristóteles.

Enfim, A Ética da Virtude pensa assim sobre o gênero de pessoa que deveremos ser, que ações deveremos tomar, quais as qualidades que tornam a vida boa e quais os vícios e qualidades negativas que devemos evitar. O núcleo deste gênero de ética é o “Eudaimonia”, que se poderá traduzir como “Felicidade”.

É um tipo específico de felicidade que floresce a partir de um determinado gênero de caráter, ou seja, que deriva do fato de sermos um determinado gênero de pessoa. Não é assim um gênero de felicidade externa que sentimos devido ao fato de nos ocorrer alguma situação exterior à nossa pessoa. É algo que tem a ver com o que trazemos à vida e as atitudes que tomamos.

Bom para refletir, fica a dica.

André Tixa Orsine Matos




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