O Peso Invisível e a Coragem de Continuar
- ANDRE TIXA ORSINE MATOS

- 8 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Até os pilares mais fortes precisam de apoio: um desabafo sobre liderança e empatia.

Muitas vezes, quem olha de fora vê apenas a "obra pronta". Vê as crianças sorrindo, as metas sendo batidas, o projeto AKA - Valemos pelo que Somos crescendo em grandiosidade e impacto. Vê a liderança firme, que aponta o caminho e resolve problemas. O que poucos veem — e o que raramente postamos nas redes sociais — é o que acontece quando as luzes se apagam e o silêncio da noite chega.
Liderar um projeto social não é apenas um ato de bondade; é um ato de resistência física e emocional.
Existe um malabarismo invisível que acontece todos os dias. É a arte complexa de manter as contas pessoais em dia, de ser um profissional competente no trabalho "formal", de ser presente para a família, de tentar ter algum lazer para não surtar, e, no meio de tudo isso, carregar o mundo de outras pessoas nas costas.
Concatenar tudo isso não é apenas difícil; às vezes, parece impossível.
Há dias em que a cabeça pesa. Gerir pessoas é uma das tarefas mais nobres e exaustivas que existem. Cuidar de quem cuida, ouvir as dores, mediar conflitos e, acima de tudo, sentir a responsabilidade de que famílias inteiras contam com a nossa ajuda.
Muitas vezes, me pego pensando, num diálogo silencioso e honesto comigo mesmo: "Será que eu consigo? Será que darei conta de seguir à frente com tantas dificuldades?".
O desafio é gigante. As metas são altas porque a necessidade é urgente. Saber que o nosso apoio define o futuro de tantas crianças gera uma pressão que, por vezes, tira o sono. A dúvida bate à porta: será que a minha força é proporcional ao tamanho desse desafio?
Escrevo isso não para pedir pena, mas para pedir empatia e valorização.
É preciso ter um olhar mais humano para quem se dispõe a liderar. Quem está na frente também sangra, também cansa, também tem boletos para pagar e também precisa de colo. Liderar com esmero exige que deixemos pedaços da nossa própria alma pelo caminho para pavimentar a estrada dos outros.
Por isso, valorize quem faz acontecer. Por trás de um grande projeto como o do AKA, existe um ser humano real, equilibrando o peso do mundo, vencendo seus próprios medos diários, apenas para garantir que, no final, o bem prevaleça.
Seguimos, não porque é fácil, mas porque é necessário. E, principalmente, porque acreditamos. Mas lembrem-se: até os pilares mais fortes precisam de apoio para não ruir.
"Muitas vezes, quem vê o sorriso de uma criança atendida pelo projeto AKA - Valemos pelo que Somos ou a grandiosidade das nossas metas batidas, não imagina o malabarismo silencioso que acontece nos bastidores. Liderar uma iniciativa social não é apenas doar tempo; é um exercício constante de resistência, onde tentamos equilibrar a vida pessoal, as contas, a profissão e a família, enquanto carregamos a responsabilidade de gerir pessoas e destinos.
Há dias em que o peso desse "mundo" parece maior do que as nossas costas podem suportar. A dúvida de "será que vou dar conta?" visita a mente de todo líder que se importa de verdade, especialmente quando olhamos para a quantidade de famílias que hoje dependem da nossa força e da nossa gestão para terem um futuro melhor.
Escrevo isso hoje para abrir o coração sobre a realidade da liderança social. Não é sobre reclamar do fardo, mas sobre reconhecer que para cuidar do outro com esmero, quem lidera também precisa ser visto, valorizado e, acima de tudo, apoiado".
André Tixa Orsine

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Parabéns pelo empenho e excelente trabalho diante da AKA.
"FECHADO COM A AKA"
AKA, alegria que contagia aonde passa.
Aqui é "AKA"
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